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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Moradores do AM apoiam recuperação da rodovia Porto Velho-Manaus


Apesar da oposição de muitos cientistas, engenheiros, políticos e ambientalistas, quem mora no entorno da BR-319 quer ver a estrada repavimentada.

“Essa conversa de que o asfalto vai destruir a floresta é a maior balela”, diz o taxista manauara Inácio Rodrigues Paiva, de 48 anos, que nos tempos de adolescente costumava cruzar a rodovia de caminhão com o irmão para buscar bananas em Ji-Paraná, no leste de Rondônia. “A estrada já está feita. O que tinha de ser desmatado já foi. Só precisa repavimentar.”Paiva, como muitos moradores da região de Manaus, propaga a tese de que a rodovia foi destruída propositalmente na década de 1980 pelas empresas de transporte fluvial que temiam perder negócio com a chegada dos caminhões.

Nada foi provado, mas há quem jure ter visto as máquinas na estrada, arrancando o asfalto à força na calada da floresta. “Foi uma destruição criminosa”, acusa Pires, conhecido por todos na região como Neguinho do Táxi.

A BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), foi construída no início da década de 70, ao mesmo tempo que a Transamazônica. Funcionou bem durante uma década, até ser oficialmente desativada - ou propositalmente destruída, segundo os locais -, no fim dos anos 1980. Hoje restam 870 quilômetros de lama, buracos e pedaços de asfalto embrenhados na floresta. Palco perfeito para quem gosta de aventura, mas um pesadelo para quem uma dia já viu cargas e pessoas fluindo livremente por ali.

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